RSS Feed

sábado, 19 de dezembro de 2009

Dói

Trilha: Mertiolate - Marcela Biassi

"A paixão acaba e um dia eu me sinto à-toa
Um dia eu me apaixono por outra pessoa
Tudo bem
Eu tô feliz com isso
Tô como pinto no lixo
Tudo bem
Não gosto de pretexto
Nem de crucifixo

Eu ponho mertiolate
Mertiolate
Quando arde, eu sopro
Vermelhinho, um coração ralado não se abate
Eu ponho mertiolate
Vermelhinho, um coração ralado não se abate, não..."

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Mas é burro....

Stupid Cupid

Stupid Cupid
You're a real mean guy
I'd like to clip your wings
So you can't fly
I am in love and it's a crying shame
And I know that you're the one to blame

Hey hey
Set me free
Stupid Cupid
Stop picking on me

I can't do my homework
And I can't think straight
I meet him every morning
At 'bout half-past eight
I'm acting like a lovesick fool
You've even got me carrying his books to school

Hey hey
Set me free
Stupid Cupid
Stop picking on me

You mixed me up for good
Right from the very start
Hey, go play Robin Hood
With somebody else's heart

You got me jumping like a crazy clown
And I don't feature what your puttin' down
Well since I kissed his loving lips of wine
The thing that bothers me is
That I like it fine

Hey hey
Set me free
Stupid Cupid
Stop picking on me

You got me jumping like a crazy clown
And I don't feature what your puttin' down
Well since I kissed his loving lips of wine
The thing that bothers me is
That I like it fine

Hey hey
Set me free
Stupid Cupid
Stop picking on me

Hey hey
Set me free
Stupid Cupid
Stop picking on me

Stupid Cupid

Saudade

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que
não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu,
do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida
é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem
se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade,
mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem
vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se
menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe
como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando
num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa
daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista
como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa
daquela mania de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald’s;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer
com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas
que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor
de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro,
e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz,
e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos.
É não querer saber se ele está mais magro,
se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama,
e ainda assim doer…
Saudade é isso que senti
enquanto estive escrevendo
e o que você, provavelmente, está sentindo
agora depois que acabou de ler.

Miguel Falabella

Bom dia

Trilha: You Got Me - Colbie Caillat

Quando a gente não tá bem o tempo se passa tão devagar, a tristeza se acentua nas horas, se arrasta nos minutos e se intensifica nos segundos.

Queria poder correr, correr pra tudo que estou sentindo passar, essa dorzinha, essa angustia que quer pular pra fora do meu peito, essa incerteza, essa insegurança, essa vazio da noite que ficou preso na garganta.
Poder acreditar que tudo ficará bem, que pouco tempo irá se cura em pouco dias, mas não conta-se tempo e sim a intesidade dele, logo é natal e quem sabe eu não ganhe algo bom de Papai Noel, quem sabe ele traga de volta meu presente, neam?
São 5:34 da manhã, eu ainda só consigo chorar!!
Desejo um relaxanteeeeeeee, que eu consiga dormir, e que minha cabeça pare de doer, bem como meu coração também.

Good Morning!!

Good Luck, good luck!!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Não entendo...


Trilha: Esconderijo - Ana Canãs



Eu vou entender quando for pra entender, agora eu não entendo e chorar é a única coisa que me motiva
, que me consola, me distrai. Não vou pensar pra explicar o inexplicável, um dia o céu tá azul e pouco tempo depois uma tempestade se forma da minha cabeça. Eu nunca vou entender, planto lindas sementes todos os dias, com um cuidado primoroso, um dedicação exemplar, eu sou apenas alguém querendo ver uma linda plantinha brotando, crescendo, decorando um lindo jardim.
E agora me sinto um solo infertil, triste e molhado, a grama perdeu o tom verde lindo de outrora, agora ele estar amarronzado, sem vida, de aparência queimada.
Eu só quero dormir e quando acordar isso tenha passado, que tenha sido apenas um sonho ruim, de mal gosto.


"....muda o dia de qualquer um..."

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Vai Saber...













Trilha: Monique Kessous - Com Essa Cor


Coração apertadinho, venho vivendo tantas coisas boas, que tenho medo de ser apenas sonho, dias de risada, de encanto, de conhecimento, de conquista, o meu coração anda tão aquecidinho, buscando um lugar que antes era meio que inatingível
.

Caminho complicadinho, mas tão gratificante, vale a pena toda mudança e toda adequação. O que tem acontecido?? Eu não sei explicar, só uma vontade e saudade que vai crescendo, como nada é tão fácil sempre tem os percalços, aquelas coisas que fazem tudo pra gente lembrar que há realidade naquele momento e tudo que eu queria é que "você" soubesse que é tão grande o que sinto, que cada dia eu tomo uma dosagem maravilhosa de certeza. Medo? Eu sinto! Quem não sente?? Mas o medo nos motiva também, nos torna mais atento, mais sobressaltado. Eu vivo tudo com tanta intensidade e com tanta verdade, que eu não sei onde peco. Se peca por sentir???

Ob: Bom não estou mto bem pra escrever agora, é um misto de tristeza com amor, que me confunde,
me tira da cabeça tudo que eu queria dizer, amanhã posto novamente, ok??

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

=x




"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"

Fernando Pessoa

domingo, 6 de dezembro de 2009

Conseguindo e Ultrapassando

Somos pessoas com tendência a estar sempre amarrados a algo ou alguém, a amores, amigos, trabalho, família, a sonhos, a planos, sempre nos amarramos e nos jogamos no mar pronto e seguros, os nós estão dados, nos amparando no caís, neam? É o que dizem!!
Mas quando mudamos a rota do mar, os nós simplesmente não nos deixa seguir em frente, a corda tem tamanho determinado e o mundo é tão vasto. Precisamos por vezes desfazer os nós, nos desamarrarmos do cais e seguir, nadar visualizando novos horizontes, conhecendo novos peixes, corais, deixando a correnteza fazer o seu trabalho, sempre nos levando a algum lugar e muitas vezes não, nos perdemos, nos achamos, submergimos e afundamos.
Nadadores!! Mergulhadores!! é o que somos.
Navegadores!! Desbravadores!! Conquistadores!!


Eu comecei a desbravar o mar da minha vida, nadando pra novos rumos, sem medo de bater no Japão, mas apenas nadando. Que seja, valendo ou não eu estou começando a nadar!
Justificar

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Eu sou de Libra





Se você gosta de mulheres que adoram conversar sobre qualquer assunto, e parecem nunca saber a hora de parar de falar, então acaba de encontrar a outra metade da laranja!(Quem bom, neam ?)

Mas, ao contrário de imaginar que passar horas ao seu lado conversando sobre os mais variados assuntos pode ser uma chatice, vai acabar ficando encantado. Ela vai dar aquele sorriso insuportavelmente delicioso a cada três frases que disser, e você vai sentir o quão maravilhosa ela pode ser. Esta mulher parece brilhar quando faz aquilo que mais gosta: discutir um assunto!(FATO)

A libriana é feita de bondade, delicadeza, justiça, amizade teimosia e indecisão.( E de um pouco mais também...)

Apesar de parecer frágil e ser muito feminina em seus gestos, na forma de se vestir e de falar, a libriana é o tipo de mulher que pode surpreender quando resolve arregaçar as mangas da camisa para fazer um trabalho estritamente masculino. Ela vai se sentir como se estivesse em casa se tiver que dirigir um caminhão ou laçar um touro selvagem. Esta mulher, apesar de muito feminina, possui um traço masculino que, volta e meia, costuma cobrir o lado feminino. Mas em nenhum momento ela perde sua feminilidade. Antes de pegar o machado para derrubar uma arvore, ela vai passar o batom, arrumar o cabelo e borrifar um pouco de perfume que é para deixa-la mais a vontade. (SOMOS VAIDOSAS MESMO, pelo menos eu sou.)

Mesmo quando estiver nervosa a libriana tentará parecer calma ou, pelo menos, controlada.(Nem todas, comigo nem sempre funciona a CALMA)

A mulher de Libra é altamente intelectual e possui um grande poder de análise, que pode ser muito útil para resolver os problemas dos negócios do parceiro. Raramente ela deixará que as emoções a impeçam de tomar uma decisão desapaixonada ou de fazer um julgamento equilibrado. Com certeza, ela é muito melhor que o gerente do seu banco.(FATO, eu pelo menos sou observadora demais, e adoro ser assim..)

Seu temperamento foi feito para o trabalho em equipe. Ela quer participar do maior numero possível de decisões que o parceiro tomar. Deseja fazer tudo a favor do parceiro e é mulher suficiente para segui-lo quando ele desejar mudar de profissão, país ou fazer novas amizades. Ela adora estar cercada por pessoas, sente-se no paraíso quando pode reunir uma multidão de amigos para uma festa, onde vai passar horas dançando e se divertindo como poucos.

Poucas são as librianas que sofrem de depressão ou tem problemas crônicos de saúde.(Outro engano, como um bom ser humano estamos propensos a qualquer tipo de problema psicologico)

O segredo de sua vitalidade está em seu temperamento racional, pacífico e a repulsa que tem a impaciência.(OoOo ledo engano) Pessoas impacientes e desesperadas costumam causar um mal estar na libriana, que podem tira-la do sério. Mas a maioria vai simplesmente preferir manter-se a longas distancias de pessoas nervosas e impacientes. São poucas as mulheres de Libra que tem amizades com gente estressada. Elas até podem ser colegas, dizer um "bom dia" no ponto de ônibus, mas jamais farão um esforço para convidar esta pessoa para freqüentar sua casa. - Não procede comigo, atrio gente nervosa, e ainda sou uma...

A mulher de libra detesta a confusão, e normalmente precisa da harmonia para manter a estabilidade emocional.( Isso é verdade, por mais que sejamos nervosa as vezes, precisamos de paz pra funcionar )

Ela costuma ser dominadora, do tipo que gosta que todos estejam ao seu lado e façam o que quer. Porém a libriana nunca vai forçar ninguém a obedece-la. Sua mão de ferro sempre estará calçada em uma luva de veludo, sua vontade e seu egoísmo sempre estarão acompanhados por sua delicadeza, educação e o mesmo sorriso encantador de sempre. É assim que normalmente ela costuma conseguir o que quer: fazendo com que as pessoas pensem que foram elas que escolheram ser suas prisioneiras por livre e espontânea vontade. Ela tem um jeito tão educado de impor suas vontades, que a gente fica até sem jeito de dizer "NÃO". VERDADEEEEEEEEEEEEE

O companheiro sempre virá em primeiro lugar no coração da libriana.

Normalmente elas tem uma sinceridade que pode deixar qualquer um sem jeito diante de suas afirmações ou comentários.
Se você é do tipo que gosta que as pessoas que fingem não ver os seus defeitos, evite pedir opiniões a libriana. Ela não esconde o que pensa mesmo que isto provoque alguns maus entendidos. Afinal, se pediu sua opinião deve estar preparado para ouvir a verdade, não é? Mas, ela nunca é grosseira ou deselegante. Normalmente ela é direta sem fazer rodeios. Se uma amiga pergunta se está gorda, ao invés de disfarçar e tentar ser diplomática, a mulher de Libra vai dizer que realmente ela está muito mais gorda do que a ultima vez em que se viram. Antes que a amiga tenha tempo de ter um ataque de baixa estima, ela vai dar-lhe um monte de receitas para perder a barriga, diminuir a papada e levantar o traseiro. A amiga vai estar quase tendo um ataque de nervos, e ela vai completar com a maior naturalidade: "...mas tem muita gente que gosta de mulheres gordas, caso você se sinta bem com seu corpo".

Tem gente que acha que a libriana faz isto por maldade, mas não é. Ela faz por pura inocência e pelo amor que tem pela verdade. No fundo ela pensa que esta ajudando a amiga ao invés de fazer com que tenha uma crise de depressão!

Ela detesta ferir os sentimentos de quem quer que seja. Detesta dizer "não" e a idéia de ser injusta pode deixa-la doente.

Uma coisa que muitas delas costumam ter é manias.
Quando uma libriana resolve ter uma mania, podem se passar anos até que ela resolva abandona-la. E o pior é que ela nunca acha que tem uma mania. Também costumam levar mais tempo para tomar uma decisão se pode adiar uma escolha. E o pior é que ela sempre se apressa em negar suas decisões. A primeira coisa que costuma dizer é : "Eu não tenho nada de indecisa!"

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Entendo



"...Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível". Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.

De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.

Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome."

Caio Fernando de Abreu

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

(silêncio)



Vilarejo
Marisa Monte


Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá

Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real

Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar

Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção

Tem um verdadeiro amor
Para quando você for

(tudo de novo)

Change


Quantas coisas mudam na nossa vida de um dia pro outro, neam?? Quando chove a noite, e pela manhã já faz um lindo sol com céu azul. Adoro quando o céu fica claro pra que eu consiga ver as nuvens, ou perceber as estrelas.
Agora eu respiro fundo enquanto escrevo, observando o quanto as coisas vem mudando, sonhos, planos, forças, vontades, e vou me sentindo mais forte, mais viva.
Sabe quando há um clima novo no ar, uma estação nova chegando e os cheiro das flores vão passeando pelo vento??
Eu posso sentir o cheiro vindo, caminhando por entre o meu corpo e passando pelos meus cabelos, como uma brisa agradável, eu estou tão feliz hoje, tão disposta, tão contente, mudanças sempre nos torna alguém novo, não é?
Que o novo entre pela porta da minha vida, que arrume a bagunça da casa, ou que mude a casa de lugar, que mude as cores, a estrutura, que faça uma bagunça nova, cheia de vontade, vontade de trazer uma nova cor nessa casa velha e fora de moda.
Que as cores sejam alegres e renovadoras, o telhado seja sólido e forte o suficiente pra dar conta das tormentas, ventanias, chuvas e afins.
Quero uma casa linda, cheia de sonhos, de cores vivas e confortável como um abraço, pra que eu posso me senti segura.
Bem vindo a minha casa nova! (Ainda bem que sempre temos um anjo por perto)
=P