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sexta-feira, 29 de abril de 2011

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"Eu amo que você sinta frio quando está fazendo 21º lá fora. Amo que você leve uma hora e meia para escolher um sanduíche. Eu amo a ruguinha que você faz no nariz quando está olhando pra mim como se eu fosse maluco. Amo que, depois de ter passado o dia com você, eu possa continuar sentindo o seu perfume nas minhas roupas. E amo que você seja a última pessoa com quem eu quero falar antes de dormir à noite. E não é porque estou sozinho, e nem porque é noite de ano novo. Eu vim aqui esta noite porque quando você descobre que quer passar o resto da sua vida com alguém, você deseja que o resto de sua vida comece o mais rápido possível."

                                        (Harry e Sally - Feitos um para o Outro)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Quando você quer...

... você me deixa assim, muito muito feliz!!


Te amo!!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Simplesmente, te amo!

Postagem de resposta ao amor da minha vida...
8 meses e nem acredito que chegaremos a um ano daqui a pouco. O tempo passa tão depressa que quando vamos perceber, passou uma vida e que vida, né?
Somos uma casal como todos os outros, com altos e baixos, mas vivendo felizes, transpassando as barreiras do dia a dia, do convívio, nos aprendendo e nos conhecendo a cada dia.
Que o nosso amor seja a base de todas as coisas, que o respeito e a lealdade nos lidere todas as manhãs, que a cumplicidade nos mantenha unidas por laços sinceros, que a compreensão nos faça reconhecer a beleza das coisas e que permaneçamos amigas e amantes por muitos e muitos anos, amém!
Te amoooooo!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

(Des)importante




Tem tanta coisa  acontecendo no mundo e a gente se apegando a bobagens. Porque o verde não é azul, eu, eu quero é que o mundo se exploda por isso. Tem tanta coisa tão maior, tão mais importante. Pessoas importantes, sentimentos importantes, lugares importantes e a gente se importando com o milésimo de segundo que chegaram atrasados.
Eu costumo acreditar que tudo que realmente importa é se somos, estamos e seremos felizes! Detalhes dependendo da forma que as coisas se desenvolve são importantes sim, mas pese cada coisa antes de fazer de um anão, um gigante.
E muitas vezes espere!
Esperar ajuda a não se precipitar tanto com as coisas, as vezes aquela bola de neve é um simples cubo de gelo.
Não procure tantos gigantes, viva bem, viva simples!

terça-feira, 19 de abril de 2011

SImples

O simples...
Hoje acordei desejando apenas um dia doce, regado a coisas simples, com prova de amor singela, verdadeira e plena.
Hoje eu quero o amor belo, terno e acolhedor. 
Quero amigos por perto, sorriso sincero e vontade de viver.
Eu quero terminar de ver a Era do Gelo com você ao meu lado, me fazendo ri da graça que aquilo tem.
Hoje quero apenas dizer que te amo e sinto tanta falta de você aqui pertinho..
Hoje quero o tempo passando depressa e trazendo você logo pra casa.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

s2


Na terra do coração passei o dia pensando - coração meu, meu coração. Pensei e pensei tanto que deixou de significar uma forma, um órgão, uma coisa. Ficou só com-cor, ação - repetido, invertido - ação, cor - sem sentido - couro, ação e não. Quis vê-lo, escapava. Batia e rebatia, escondido no peito. Então fechei os olhos, viajei. E como quem gira um caleidoscópio, vi:

Meu coração é um sapo rajado, viscoso e cansado, à espera do beijo prometido capaz de transformá-lo em príncipe.

Meu coração é um álbum de retratos tão antigos que suas faces mal se adivinham. Roídas de traça, amareladas de tempo, faces desfeitas, imóveis, cristalizadas em poses rígidas para o fotógrafo invisível. Este apertava os olhos quando sorria. Aquela tinha um jeito peculiar de inclinar a cabeça. Eu viro as folhas, o pó resta nos dedos, o vento sopra.

Meu coração é um mendigo mais faminto da rua mais miserável.Meu coração é um ideograma desenhado a tinta lavável em papel de seda onde caiu uma gota d’água. Olhado assim, de cima, pode ser Wu Wang, a Inocência. Mas tão manchado que talvez seja Ming I, o Obscurecimento da Luz. Ou qualquer um, ou qualquer outro: indecifrável.

Meu coração não tem forma, apenas som. Um noturno de Chopin (será o número 5?) em que Jim Morrison colocou uma letra falando em morte, desejo e desamparo, gravado por uma banda punk. Couro negro, prego e piano.


Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas, cafetões sensuais, deusas lésbicas, anões tarados, michês baratos, centauros gays e virgens loucas de todos os sexos.


Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.
 
Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se p6os. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.

Meu coração é um anjo de pedra de asa quebrada.

Meu coração é um bar de uma única mesa, debruçado sobre a qual um único bêbado bebe um único copo de bourbon, contemplado por um único garçom. Ao fundo, Tom Waits geme um único verso arranhado. Rouco, louco.Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.

Meu coração é uma sala inglesa com paredes cobertas por papel de florzinhas miúdas. Lareira acesa, poltronas fundas, macias, quadros com gramados verdes e casas pacíficas cobertas de hera. Sobre a renda branca da toalha de mesa, o chá repousa em porcelana da China. No livro aberto ao lado, alguém sublinhou um verso de Sylvia Plath: "Im too pure for you or anyone". Não há ninguém nessa sala de janelas fechadas.

Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês.

Meu coração é um deserto nuclear varrido por ventos radiativos.

Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro.

Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.

Meu coração é uma planta carnívora morta de fome. Meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheia de gemidos - ai de mim! ai, ai de mim!

Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também. Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso.

Acesa, aceso - vasto, vivo: meu coração é teu.

Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Regada a Caio Fernando





"...Me ocorre, essa é outra coisa que poderia dizer de mim mesmo, quisesse ser preciso — além de cinza e longo —, tenho um quarto vazio por dentro. Pensando nisso, poderia quem sabe me sentir mais inteiro, como se à medida que fosse me apropriando de cada peça da casa, uma por uma, como quem finca uma bandeira em território novo, me tornasse também dono de novos territórios de mim mesmo. "

...



"Quando se deseja realmente dizer alguma coisa, as palavras são inúteis.

Remexo o cérebro e elas vêm, não raras, mas toneladas. Deixam

sempre um gosto de poeira na boca – a poeira do que se tentava

expressar, e elas dissolveram. Quanto mais palavras ocorrem para vestir

uma idéia, mais essa idéia resiste a ser identificada. As sucessivas

roupas sufocam a sua nudez. E todas as palavras são uma grande bolha

de sabão, às vezes brilhantes, mas circundando o vazio"

(CAIO FERNANDOABREU).

terça-feira, 12 de abril de 2011

Assim sendo, sou!

“Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.
O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de ‘a protetora dos animais’. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la.
[...] No entanto, o que terminei sendo, e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima.
É pouco, é muito pouco.”



Clarice L.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Erros: dois pesos e duas medidas



Muitas vezes a gente erra sem querer, sem saber e sem sentir.
Somos seres humanos, por tanto passíveis de erros, as vezes cometemos porque temos necessidade, outras vezes cometemos por deslize e muitas vezes sem acharmos que cometemos, se isso for pro bem geral da nação.
Todos somos sujeitos a fazer alguma besteira.
Por que cometemos algo, nos faz perder os principios?
Os principios são o que somos!!
Não é porque alguém te acusa de algo, que você deixou de valer. Como falei, cometemos erros mesmo sem saber que são erros se foi para um bem maior.
Saber perdoar é uma virtude, perceber os erros e pesa-los também.
Saiba perdoa!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Eu voltei...

Depois de um tempo sem postar, cá estou. Não vou escrever nada siginificativo, mas deixarei um texto da Clarice...

" Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se trata de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como. Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E, às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito. E mais: Nem sempre os meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse uma amiga a meu respeito, são: cólera sagrada. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime, às vezes restringi-lo dá-me uma sensação de força interna. Que farei então? Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei. (Clarice Lispector)